Espero que de alguma forma, meus erros sejam justificados pelos fins das minhas escolhas. Que se um dia eu ame, que seja baseado em tudo que busco, querendo como eu quero, da forma como devo querer.Acho que não devemos imprimir o silêncio em quem sente vontade de falar e creio também nas palavras erradas, [mal ditas].
Creio também na falta do tempo certo, o certo é a certeza e a própria certeza é incerta.
O simples, o cru, o devagar, o de peito aberto, o que voa, o que pensa, o que diz... Não Esconde.
Pisar com as pontas dos pés num território que é seu... Não faz parte do seu pedaço...
E o que quero dizer, não é pra ser dito, nem pensado. É pra ser vivido... É meio termo, é longe, é irracional... Mas .... Um dia fará sentido.
É bom viajar antes de dormir...
Quem sou eu
- Flor de Lis
- "Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso responde-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.” [Anaïs Nin]
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
O problema…
…é que eu te amo,
É o excesso. É um espanto. Um susto. Porque, para mim, o problema é a junção de todas essas pequenezas desarrazoadas. O problema é que, eu mal acordo, e já lavo o rosto com um sonho. O problema é meu corpo teimar em soluçar no teu abraço. O problema é que eu esteja tão assim, perdida em você. É querer te levar para um canto azul, todinho azul.
O problema é querer sentar ao teu lado, muda, beijar teu ombro e logo em seguida me aninhar nele, ao mesmo tempo em que encaixo minha mão à tua e me invada uma vontade boba de ser feliz. De ser muito feliz.O problema é que a gente passe a saber qual parte de nós dois nos tem em maior quantidade. O grande problema é acabarmos descobrindo que são todas.
…é que eu te amo,
De uns dias pra cá, os ponteiros mal anunciam o meio-dia, e eu já me apaixonei trinta e três vezes. Algo muito natural, tendo em vista o óbvio: te querer bem é fácil. Um deslize. É macio. E não duvido que o céu, ao me ver tão vermelha, fique todo encabulado e resolva amar também. Eu percebo. Percebo ainda quando as borboletas enfileiradas vêm morar em meu estômago e eu, distraidamente, começo a gostar.
Às vezes eu não preciso de motivos muito lindos para te trazer para mim. Às vezes basta dar risada sozinha pela lembrança de uma bobagem que você disse na noite passada. Bastam uns primeiros motivos. Ou a cena de te ter ao meu lado sem me ver. Às vezes, também, é tudo exagerado demais. Tá tudo transbordando.Ninguém vê. Eu sinto.
É o excesso. É um espanto. Um susto. Porque, para mim, o problema é a junção de todas essas pequenezas desarrazoadas. O problema é que, eu mal acordo, e já lavo o rosto com um sonho. O problema é meu corpo teimar em soluçar no teu abraço. O problema é que eu esteja tão assim, perdida em você. É querer te levar para um canto azul, todinho azul.
O problema é querer sentar ao teu lado, muda, beijar teu ombro e logo em seguida me aninhar nele, ao mesmo tempo em que encaixo minha mão à tua e me invada uma vontade boba de ser feliz. De ser muito feliz.O problema é que a gente passe a saber qual parte de nós dois nos tem em maior quantidade. O grande problema é acabarmos descobrindo que são todas.
O problema também pode ser que você acabe gostando do meu riso fácil. Ou do meu rosto sério. O problema é que todos os teus melhores sorrisos podem vir a ser meus. O problema é teu cheiro que já aprendeu a vir embora comigo. Tuas mãos. Teu caminhar. O problema são todas essas bobagens. E as coisas sérias também.
O problema mesmo é gostarmos pra caramba um do outro. É fazer um carinho em tua nuca e, uma vez estando ali, não saber/querer mais voltar. É pensar em te ver cochilando na cama e te beijar a testa logo após cobrir teu corpo com uma manta macia. O problema é você, que tem muito a cara de ser para sempre o meu amormeuzinho.
O problema é que tudo pareça estupidamente justo. Deliciosamente genuíno. É descobrirmos a variedade que podemos ser, e não nos desvincularmos da nossa unidade. O problema é a morte instantânea de todas as pessoas ao redor a cada vez que você aparecer pra mim. O problema talvez seja encontrar um cílio teu dentro do meu livro preferido, ou o desejo de sujar a ponta do teu nariz com um pouco de cobertura. É gostar de te irritar. O problema é você esquecer teus olhos em cima dos meus e que resolva cuidar de tudo que é teu, em mim.
O problema é a cidade se calar. É a gente começar a rir de coisas que ninguém mais entende. O problema é a gente desistir de dificultar tudo. O problema é que não vamos fugir. O problema é que você seja mesmo tudo aquilo que me faltava, e eu acabe, definitivamente, indo com você para a lua. O problema é que resolvamos, num fim de semana qualquer, passar as horas inteiras trancados no apartamento, vivendo de amor-filmes-poesia-pipoca-pirraças-e-beijos, e esqueçamos o mundo lá fora. O problema é você me ver passar as mãos nos cabelos e notar que, mais que uma mania, esse gesto já decifra o quanto já sou de você. O quanto você é de mim. O problema é todo esse sentimento louco e improvável. É essa cadência bonita das letras que nos escrevem.
O problema pode ser eu gostando do engarrafamento e até pedir maior demora, porque com você ao lado o fuso é sempre outro. O problema é tudo acabar dando certo. O problema é a gente acreditar demais um no outro. O problema é ouvir teu nome em outras bocas e pensar que a única imagem que cabe nele é a tua. O problema é o você e eu, a fusão. É minha vontade de mordiscar teus lábios. É você vermelho diante de minhas declarações atrevidas. O problema é que eu cuide do que é meu, em você.
O problema é que todas as horas sejam certas demais. O problema é sempre nos inaugurarmos. É te olhar e pensar: eu escolhi você. E que você acabe me escolhendo também. O problema é te ver novamente, te pesquisar, e descobrir que, se um dia o amor resolvesse observar, olharia desse nosso jeito. O maior problema de todos, é que, veja bem, uma hora dessas vamos acabar mesmo lendo o jornal na fila do pão. E daí?
É por isso que, às vezes… Às vezes eu nem preciso de uma poesia para lembrar de você. Às vezes é só o baixar das minhas pálpebras, todo esse som mudo das pestanas, e os tais dos probleminhas. [E que eles não tenham solução].
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Colheita
Eu procurava o amor em jardins de cactus. Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca. Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor.
Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado. Simples como naturalmente é. Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos. Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados. A rima entre amor e dor é armadilha.
O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê. É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho. Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva.
Aquilo
[...] Sabe aquilo que você espera, não sabe quando vem, mas espera? Aquilo que você espera tanto que até esquece e passa a lembrar só de vez em quando, pelo menos finge que não lembra, mas ainda espera? Aquilo, quando chega ou aparece, te dá um frio na barriga, você não sabe onde coloca as mãos, não sabe se sorri, se chora [...] Teu coração descompassa, tua cara muda de um jeito que você jura que todo mundo vai notar. Aquilo tem um nome que só você sabe. Pode ser qualquer nome, textura ou CPF. Aquilo é tão imenso, tão bonito que te desconserta e vai sempre ser uma surpresa... Mesmo que você espere. Sabe?! Pronto.
terça-feira, 19 de abril de 2011
E assim...
Ouvindo Chico Buarque (só para variar) me peguei suspirando... ok, mas pelo quê? Por quem!? Poxa vida...acho que estou carente de colo.
É engraçado quando passamos por coisas na vida que marcam, que machucam. Mas, o tempo é realmente muito espertinho! Ele cura tudo. Do jeito dele, mas cura. E a gente não esquece, mas tem coisas que não doem mais, que não maltratam.
Saudade de ter beijo, abraço, carinho, dormir junto, de suspirar apaixonada esperando o dia passar, as horas correrem, para encontrar alguém tão esperado.. o único detalhe é não ter ninguém em vista! hahahaha... ó céus! :)
Bom, de modo geral. Todos devemos ter algo para amar, para se apaixonar, para suspirar de felicidade. E não digo de amor de romance. Falo de amor pelo trabalho, pelo cachorro, pelo carro novo, pela casa recém comprada, por um sapato lindo de morrer, um vestido super mega ultra perfeito, aquela amizade de anos que nos faz viver intensamente, um dia de sol, uma noite estrelada, um passei na praia, uma viagem inesquecível.
Ter amor pela vida, viver intensamente.
Acho que preciso viver mais e pensar menos. Como diz minha irmã Marta "Se joga, maninha".
Se está na hora? Acho que já tô atrasada.
Quero suspiros e todos motivos que nos fazem suspirar!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Eu risco os calendários, mas o relógio atrasa...
À você que transformou meu jardim desfolhado em um cultivo de primavera e derramou em mim seu orvalho até que me abrisse pétala por pétala e com sua boca extraíu meu néctar;
À você que é minha natureza das flores, minhas tulipas Holandesas, meu charme Eslavo, minha elegância Parisiense, meu passeio em Veneza e meu carnaval sem fim;
Meu amor, futuro e fim:
Quero você na minha estepe existencial para todo sempre.
À você que é minha natureza das flores, minhas tulipas Holandesas, meu charme Eslavo, minha elegância Parisiense, meu passeio em Veneza e meu carnaval sem fim;
Meu amor, futuro e fim:
Quero você na minha estepe existencial para todo sempre.
domingo, 27 de março de 2011
Faz falta!
Tá faltando amor. Tá faltando respeito. Faltando sono e noites tranquilas. Tá faltando sentimento, coragem, adrenalina, oportunidade. Tá faltando coisas mais simples, pessoas mais livres. Faltando música, festas. Tá faltando objetivo. Sintonia, química, reciprocidade. COMPROMETIMENTO. Tá faltando tempo, rumo! CORAGEM. Tá faltando ânimo, tá faltando FÉ. Faltando certezas. Mais atitudes e menos palavras. Tá faltando carinho, PACIÊNCIA. Sinto falta de diversão, emoção.Tá faltando vergonha na cara. Tá faltando mensagens de madrugada. Falta paz! Serenidade. Tranquilidade. Tá faltando decisão, determinação! Falta um beijo roubado, andar de mãos dadas... Falta TANTA coisa, e mesmo assim a vida não pára. Uma agenda enorme que a ocupa de ser ELA e não sobra uma linha de dia pra lamentar existências alheias. Linda, ela segue. Linda e feliz como nunca.
quinta-feira, 24 de março de 2011
"Isso"
Amor é só uma palavra...
No fundo, buscamos um isso.
Que apelidamos de amor e em vão usamos.
Mas só é isso quando isso fica
Sem conotação ou denotação
Sem função morfológica ou sintática
Sem definição literal
Sem explicação poética
- Muitos antes deveriam ter calado
- Muitos outros ainda vão tagarelar o amor.
Isso só é isso quando é possível inventar
Todas as formas de te amar
E ainda quando estas se mostrarem esgotadas
Inventar novamente misturando todas as outras formas
Com as quais já pude te amar.
No fundo, buscamos um isso.
Que apelidamos de amor e em vão usamos.
Mas só é isso quando isso fica
Sem conotação ou denotação
Sem função morfológica ou sintática
Sem definição literal
Sem explicação poética
- Muitos antes deveriam ter calado
- Muitos outros ainda vão tagarelar o amor.
Isso só é isso quando é possível inventar
Todas as formas de te amar
E ainda quando estas se mostrarem esgotadas
Inventar novamente misturando todas as outras formas
Com as quais já pude te amar.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Mutante, mas ainda assim "isso"
Peço licença para hoje ser menos poética. Não vou usar rimas, nem buscar trabalhar as palavras. Desculpem, mas, com a licença dos queridos amigos e das queridas amigas que lêem este blog, vou apenas jogar palavras sobre uma reflexão sem muita pretensão de influenciar... é apenas a vazão de alguns pensamentos provocados em mim pelas circunstâncias da vida.
O que é amar?
Como podemos dizer a alguém que amamos a ele ou ela?
Podemos dizer?
Na maioria das vezes, acho quase um ato ilícito fazê-lo, pois é na irresponsabilidade das palavras que dizemos. Porém, é preciso dizê-lo. Drummond, um dos poetas de minha predileção, escreveu:
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
[...]
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Não sou das almas a mais cristã. Antes, sou a mais pessimista, com certo desprezo de coração ferido pelos seres ditos humanos. Acredito sem querer acreditar em nós. Daí, segue minha filosofia de que, como todos somos decepcionantes e desprezíveis até que se prove o contrário, dizer que amamos é sempre uma condição que pode ser, a qualquer momento, facilmente jogada por terra... basta que seja cutucado o nosso egoísmo.
Um viva às experiências da vida que nos ensinam isso!
À dor! À alegria!
Então vamos dizer, mesmo que em vão, "eu te amo". Porque palavras são só palavras. Não devem impor medo... a única coisa que devemos temer é a covardia de se encarar a verdade!
Quando dizemos que amamos alguém, pode parecer algo forte demais para algumas pessoas, algo fora de hora, porque deve existir o momento certo de dizer, apesar de nunca ninguém ter dito na hora certa...
Mas acontece que o amor passa por vários níveis:
Ele começa com a descoberta de um sentimento;
Passa pelo conhecimento cada vez mais profundo do que é amado;
Passa também pelo conhecimento de amar o amado;
Desdobra-se em provas e posturas;
Amadurece com o tempo sem nunca chegar ao topo, ao status final de amadurecimento;
Vacila diante de mil dificuldades, mas, a priori, persiste;
Vivencia outras tantas etapas para ser o que é: amor.
Enfim, o amor é mutante. É só uma palavra, é o "isso" sobre o qual falarei no post seguinte. Na descoberta ou na maturidade, em todas as suas fases, na ascensão ou na queda, em qualquer tempo, não importa, é amor. Então, como apontar a hora de dizer que amamos? Não vejo como. Afinal, sempre estamos amando algo.
Vamos, então, tagarelar o amor. Quem sabe uma dia a palavra materializa, enfim, seu significado... e quem é capaz de dizer quando não o faz?
O que é amar?
Como podemos dizer a alguém que amamos a ele ou ela?
Podemos dizer?
Na maioria das vezes, acho quase um ato ilícito fazê-lo, pois é na irresponsabilidade das palavras que dizemos. Porém, é preciso dizê-lo. Drummond, um dos poetas de minha predileção, escreveu:
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
[...]
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Não sou das almas a mais cristã. Antes, sou a mais pessimista, com certo desprezo de coração ferido pelos seres ditos humanos. Acredito sem querer acreditar em nós. Daí, segue minha filosofia de que, como todos somos decepcionantes e desprezíveis até que se prove o contrário, dizer que amamos é sempre uma condição que pode ser, a qualquer momento, facilmente jogada por terra... basta que seja cutucado o nosso egoísmo.
Um viva às experiências da vida que nos ensinam isso!
À dor! À alegria!
Então vamos dizer, mesmo que em vão, "eu te amo". Porque palavras são só palavras. Não devem impor medo... a única coisa que devemos temer é a covardia de se encarar a verdade!
Quando dizemos que amamos alguém, pode parecer algo forte demais para algumas pessoas, algo fora de hora, porque deve existir o momento certo de dizer, apesar de nunca ninguém ter dito na hora certa...
Mas acontece que o amor passa por vários níveis:
Ele começa com a descoberta de um sentimento;
Passa pelo conhecimento cada vez mais profundo do que é amado;
Passa também pelo conhecimento de amar o amado;
Desdobra-se em provas e posturas;
Amadurece com o tempo sem nunca chegar ao topo, ao status final de amadurecimento;
Vacila diante de mil dificuldades, mas, a priori, persiste;
Vivencia outras tantas etapas para ser o que é: amor.
Enfim, o amor é mutante. É só uma palavra, é o "isso" sobre o qual falarei no post seguinte. Na descoberta ou na maturidade, em todas as suas fases, na ascensão ou na queda, em qualquer tempo, não importa, é amor. Então, como apontar a hora de dizer que amamos? Não vejo como. Afinal, sempre estamos amando algo.
Vamos, então, tagarelar o amor. Quem sabe uma dia a palavra materializa, enfim, seu significado... e quem é capaz de dizer quando não o faz?
Sem saber
Ai amor o tempo voa e eu aqui
Parada sem sair do lugar
Parece que não vou chegar
Aonde eu planejei
A dor de tanta coisa me corrói
Eu sei que todo mundo cai
E que eu não posso odiar
Mas olha só que mundo vão
Olha só que tempo faz
É chuva que não quer parar
É gente que não quer raiar
Me diz o que fazer
Falo só? Será que alguém merece ouvir?
Será que essa semente vai
Crescer enquanto estou aqui
Ou morro sem saber?
Quanto mais iremos nos reduzir?
Já é difícil estar em paz
Por que sangrar ainda mais?
Eu choro sem saber.
É amor, teu peito é quem me faz melhor
Eu luto por acreditar
Que pode uma dia o mundo ter
O brilho dos teus olhos
Ai, quem dera tudo fosse assim
Sereno como os braços teus
Eu sofro, mas tento fazer
Um mundo menos vão
sexta-feira, 18 de março de 2011
Entre o ser e o estar só...
“ Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....”
Esse texto do nosso genial Chico Buarque de Hollanda anda ressoando no meu coração...
Ando pensando no desafio de experimentar a felicidade quando se está só. Veja bem... Estar não é ser. Há uma diferença enorme entre estes verbos, apesar de na língua inglesa eles serem conjugados a partir de um só: to be (ainda bem que, aportuguesados que somos, temos a graça de transitar por dois verbos que, na essência, são de fato bem diferentes).
Na definição do dicionário, o verbo estar tem um significado bem claro: Ser apenas em um dado momento.
O verbo ser, ao contrário, indica uma condição implícita, intrínseca. Portanto, quando você diz que é sozinho, está afirmando que, na essência, você se caracteriza pela solidão e que tal sentimento faz parte da sua condição humana.Você está declarando que a solidão é existência real e absoluta no seu coração.
Não... Neste conjugar de verbo eu não acredito! Não posso acreditar! Não é possível que nos limitemos a condição de sermos sós. Ninguém nasceu para ser só. A condição de ser sempre uma mesma coisa não pertence a nossa humanidade. Para sempre é muito tempo!
A mudança é um direito e precisamos brigar para que não caiamos no terrível erro de fecharmos nossa existência no que somos hoje. Como nos diria Padre Fabio de Melo: “Prepara o que serás no que és” ou.... nas palavras do nosso querido Gabriel, O Pensador: “Seja você mesmo mas não seja sempre o mesmo” (isso me faz lembrar que meu irmão sabe das coisas: ele vive repetindo essa frase pra mim).
Então se você se sente só, pense que este estado não é seu... Pode estar em você hoje... Por enquanto! Lute para sair dele! Parafraseando nosso Chico Buarque: “Amanha vai ser outro dia!”
Se não pode mudar o que está (veja bem, está) acontecendo hoje na sua vida, deixe que isso mude você! Olhe pra frente, para fora, pro alto... E principalmente, olhe para dentro!A solidão só estará em você enquanto você não se permitir encontrar...
Descubra o que em você ainda pode ser encontrado... Encontre-se como sua melhor companhia... Permita-se conhecer e reconhecer... Refaça os laços com você mesmo... Mude, mas não se perca de você mesmo!
Confesso que é extremamente difícil... Mas é possível!
domingo, 6 de fevereiro de 2011
... me dá sua Mão!
Surge como uma aurora de beleza e luminura em meus dias.. e quero dizer todos os dias todas as manhãs, um pequenino e delicado Sol, como aquele sol dado ao final da canção delicada... que harmoniza e acaricia a melodia.meio.dia.todo.dia.a.dia.
O amor existe nos olhos , olhos que não são os tristes ... são os que sorri... Ele sorri com os olhos... dois sorrisos como duas notas Melodia... como o Sol de desenhos infantis ... Vem como o sol... todas as manhãs... brindando meus dias ... em dança...rodeando balançando ..enfeitando ..contrapondo seu ritmo bonito... chegou e sorriu minha impecavel e distinta harmonia ... ofereceu vida em dança!
... me dá sua Mão!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Intensa
Não que eu me considere intensa... o que faça seja grande coisa... não, eu não julgo as coisas que faço... porque são formas de expressão... uma forma de verdade... de externalizar algo muito intenso que sinto... mas falo "intensa" como um modo de ser-no-mundo... o qual não se escolhe ser... mas se é... com o que há de bom nisso, bem como no que há de ruim...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Fica Perto
Lágrimas dos olhos mesmo sem querer chorar
Imperfeita forma de amar...
Linha fina que não podemos ultrapassar
Sem querer pisei além
Quero demais e não vi quando exagerei
Diz pra mim como te amar
Não se afasta, que me dói saber
Quantas vezes eu tropecei
Fica perto, que sem te ter
Não sei o que posso ser
Deixe-me polir o amor
Jóia rara, mon chou
Vem cuidar do que eu sou
Brilha em ti o céu azul.
Imperfeita forma de amar...
Linha fina que não podemos ultrapassar
Sem querer pisei além
Quero demais e não vi quando exagerei
Diz pra mim como te amar
Não se afasta, que me dói saber
Quantas vezes eu tropecei
Fica perto, que sem te ter
Não sei o que posso ser
Deixe-me polir o amor
Jóia rara, mon chou
Vem cuidar do que eu sou
Brilha em ti o céu azul.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Hoje é a hora
Num dia comum, simples e sem perspectiva de surpresas, esbarramos numa vontade recíproca de descobertas. E descobri como ficar na pontinha do pé enquanto beijo na boca, faz com que eu me sinta como uma adolescente daquelas comédias românticas americanas. Risos, mãos dadas, descobertas e confissões, um final de semana incrível, com uma pessoa incrível. Me lembrei de como andar de mãos dadas me parecia a única forma de caminhar. E como as músicas românticas pareciam mais românticas. Lembrei das nossas conversas sérias, das nossas horas de palhaçada, de anos atrás. Recordei com saudade, o jeito como você sempre me tratou, sempre me ajudando. Tudo rápido e devagar, difícil de explicar, poderia ter acontecido a um ano atrás. Mas ali, não era o momento certo. Hoje é a hora.
Todos caminhos trilham pra a gente se ver,
Todas as trilhas caminham pra gente se achar ♥
Todas as trilhas caminham pra gente se achar ♥
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Tudo, o tempo todo, a mesma razão-torpor.
Eu perco aquele brilho olhos sem você, pois eles sem refletir seu sorriso são apenas brilhos de lágrimas de saudade.
Escrevi o textinho abaixo enquanto tentava alivar minha saudade... em vão... só seu calor vai me deixar em paz.
Tenho no corpo uma ansiedade que pensei que só fosse possível sentir na alma.
Porque é na alma que se moldam as dores, as alegrias... é nela que se manifestam nossas ilusões e nosso mais sincero amor.
Mas é como se já não fosse suficiente sentir apenas na alma (apenas?), extravazou e tomou meu corpo.
Sinto em cada pedaço de minha pele as células sofrendo, se contorcendo de ansiedade.
A saudade corre no sangue e disputa com hemácias e plaquetas o espaço venal da vida.
E a saudade me liberta e me oprime... paradoxo do amor louco e da dor da ausência. O fato é que eu, alma-corpo, sou saudade.
Tremem as mãos, agita-se o peito.
Na alma, a ansiedade me toma por completo num só pensamento.
No corpo, ela me eletrifica e me faz ter um só desejo.
Tudo, o tempo todo, a mesma razão-torpor: saudade de você.
Escrevi o textinho abaixo enquanto tentava alivar minha saudade... em vão... só seu calor vai me deixar em paz.
Tenho no corpo uma ansiedade que pensei que só fosse possível sentir na alma.
Porque é na alma que se moldam as dores, as alegrias... é nela que se manifestam nossas ilusões e nosso mais sincero amor.
Mas é como se já não fosse suficiente sentir apenas na alma (apenas?), extravazou e tomou meu corpo.
Sinto em cada pedaço de minha pele as células sofrendo, se contorcendo de ansiedade.
A saudade corre no sangue e disputa com hemácias e plaquetas o espaço venal da vida.
E a saudade me liberta e me oprime... paradoxo do amor louco e da dor da ausência. O fato é que eu, alma-corpo, sou saudade.
Tremem as mãos, agita-se o peito.
Na alma, a ansiedade me toma por completo num só pensamento.
No corpo, ela me eletrifica e me faz ter um só desejo.
Tudo, o tempo todo, a mesma razão-torpor: saudade de você.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O grande AMOR da minha vida.
Mas descobri que foi o príncipe azul, que na verdade era meu pai, que me ensinou a não ter medo de atravessar o rio enorme, profundo, gelado e escuro, da história que inventamos. Dentro da barraca que não é barraca, é lençol preso no teto com fita crepe. Ele me deu a capacidade de sonhar, o resto do mundo agora é comigo.
P A I ♥
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Assim...
... Meio sem querer, sem saber porque
Me deixei invadir por você assim
Olho em silêncio com cara de boba e tudo mais
Como quem ama simplesmente faz
Num piscar eu já estava lá
Eu nem percebi, tinha de ser assim
Como brincadeira, vem cuidar de mim
Pequena eu nos braços seus
Ah! Diz por favor se eu fizer
Algo de mal pra você
Vem que nós dois iremos ver
O mar, sem leme deixo-me levar.
Me deixei invadir por você assim
Olho em silêncio com cara de boba e tudo mais
Como quem ama simplesmente faz
Num piscar eu já estava lá
Eu nem percebi, tinha de ser assim
Como brincadeira, vem cuidar de mim
Pequena eu nos braços seus
Ah! Diz por favor se eu fizer
Algo de mal pra você
Vem que nós dois iremos ver
O mar, sem leme deixo-me levar.
Longe de ti sou só uma parte
De tudo que há eu só quero provar
O que possa me deixar mais perto de ti
Eu confesso que nada
Pode estar tão ligado a mim
Minha peça de encaixe,
O mundo em mim é só metade
Sem tua voz e teu enlace.
Longe de ti sou só uma parte / eu sou saudade
Passe o tempo, passe logo
Que eu preciso acordar nos braços
Da vida, da sorte
Que és o ascendente deste meu amor regente.
O que possa me deixar mais perto de ti
Eu confesso que nada
Pode estar tão ligado a mim
Minha peça de encaixe,
O mundo em mim é só metade
Sem tua voz e teu enlace.
Longe de ti sou só uma parte / eu sou saudade
Passe o tempo, passe logo
Que eu preciso acordar nos braços
Da vida, da sorte
Que és o ascendente deste meu amor regente.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Amor - para nunca esquecer.
Que eu seja o seu maior e melhor amor; o mais doce, mais quente, mais risonho e importante. Daquele amor, que mesmo quando acaba (por medo ou distância ou destino), nunca acaba de verdade. E mesmo que passe por você, muitas outras mulheres, quem sabe esposa, amantes... Você sempre vai preferir o meu beijo, abraço, carinho e lençóis. Que seja amor tudo o que você sinta, e guarde muito bem; para o tempo nunca apagar e nada, nem ninguém tentar destruir. Que seja amor - para nunca esquecer; e se não estivermos juntos, que você seja muito feliz, mas sabendo que ao meu lado será muito mais. Que esse amor, faça ter um pouco de mim em tudo que você enxergar. Que seja amor, para uma, duas vidas inteiras. E na sua vida seguinte, você ainda terá o mesmo amor por mim, somente e para sempre por mim.
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