Quem sou eu
- Flor de Lis
- "Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso responde-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.” [Anaïs Nin]
domingo, 27 de março de 2011
Faz falta!
Tá faltando amor. Tá faltando respeito. Faltando sono e noites tranquilas. Tá faltando sentimento, coragem, adrenalina, oportunidade. Tá faltando coisas mais simples, pessoas mais livres. Faltando música, festas. Tá faltando objetivo. Sintonia, química, reciprocidade. COMPROMETIMENTO. Tá faltando tempo, rumo! CORAGEM. Tá faltando ânimo, tá faltando FÉ. Faltando certezas. Mais atitudes e menos palavras. Tá faltando carinho, PACIÊNCIA. Sinto falta de diversão, emoção.Tá faltando vergonha na cara. Tá faltando mensagens de madrugada. Falta paz! Serenidade. Tranquilidade. Tá faltando decisão, determinação! Falta um beijo roubado, andar de mãos dadas... Falta TANTA coisa, e mesmo assim a vida não pára. Uma agenda enorme que a ocupa de ser ELA e não sobra uma linha de dia pra lamentar existências alheias. Linda, ela segue. Linda e feliz como nunca.
quinta-feira, 24 de março de 2011
"Isso"
Amor é só uma palavra...
No fundo, buscamos um isso.
Que apelidamos de amor e em vão usamos.
Mas só é isso quando isso fica
Sem conotação ou denotação
Sem função morfológica ou sintática
Sem definição literal
Sem explicação poética
- Muitos antes deveriam ter calado
- Muitos outros ainda vão tagarelar o amor.
Isso só é isso quando é possível inventar
Todas as formas de te amar
E ainda quando estas se mostrarem esgotadas
Inventar novamente misturando todas as outras formas
Com as quais já pude te amar.
No fundo, buscamos um isso.
Que apelidamos de amor e em vão usamos.
Mas só é isso quando isso fica
Sem conotação ou denotação
Sem função morfológica ou sintática
Sem definição literal
Sem explicação poética
- Muitos antes deveriam ter calado
- Muitos outros ainda vão tagarelar o amor.
Isso só é isso quando é possível inventar
Todas as formas de te amar
E ainda quando estas se mostrarem esgotadas
Inventar novamente misturando todas as outras formas
Com as quais já pude te amar.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Mutante, mas ainda assim "isso"
Peço licença para hoje ser menos poética. Não vou usar rimas, nem buscar trabalhar as palavras. Desculpem, mas, com a licença dos queridos amigos e das queridas amigas que lêem este blog, vou apenas jogar palavras sobre uma reflexão sem muita pretensão de influenciar... é apenas a vazão de alguns pensamentos provocados em mim pelas circunstâncias da vida.
O que é amar?
Como podemos dizer a alguém que amamos a ele ou ela?
Podemos dizer?
Na maioria das vezes, acho quase um ato ilícito fazê-lo, pois é na irresponsabilidade das palavras que dizemos. Porém, é preciso dizê-lo. Drummond, um dos poetas de minha predileção, escreveu:
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
[...]
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Não sou das almas a mais cristã. Antes, sou a mais pessimista, com certo desprezo de coração ferido pelos seres ditos humanos. Acredito sem querer acreditar em nós. Daí, segue minha filosofia de que, como todos somos decepcionantes e desprezíveis até que se prove o contrário, dizer que amamos é sempre uma condição que pode ser, a qualquer momento, facilmente jogada por terra... basta que seja cutucado o nosso egoísmo.
Um viva às experiências da vida que nos ensinam isso!
À dor! À alegria!
Então vamos dizer, mesmo que em vão, "eu te amo". Porque palavras são só palavras. Não devem impor medo... a única coisa que devemos temer é a covardia de se encarar a verdade!
Quando dizemos que amamos alguém, pode parecer algo forte demais para algumas pessoas, algo fora de hora, porque deve existir o momento certo de dizer, apesar de nunca ninguém ter dito na hora certa...
Mas acontece que o amor passa por vários níveis:
Ele começa com a descoberta de um sentimento;
Passa pelo conhecimento cada vez mais profundo do que é amado;
Passa também pelo conhecimento de amar o amado;
Desdobra-se em provas e posturas;
Amadurece com o tempo sem nunca chegar ao topo, ao status final de amadurecimento;
Vacila diante de mil dificuldades, mas, a priori, persiste;
Vivencia outras tantas etapas para ser o que é: amor.
Enfim, o amor é mutante. É só uma palavra, é o "isso" sobre o qual falarei no post seguinte. Na descoberta ou na maturidade, em todas as suas fases, na ascensão ou na queda, em qualquer tempo, não importa, é amor. Então, como apontar a hora de dizer que amamos? Não vejo como. Afinal, sempre estamos amando algo.
Vamos, então, tagarelar o amor. Quem sabe uma dia a palavra materializa, enfim, seu significado... e quem é capaz de dizer quando não o faz?
O que é amar?
Como podemos dizer a alguém que amamos a ele ou ela?
Podemos dizer?
Na maioria das vezes, acho quase um ato ilícito fazê-lo, pois é na irresponsabilidade das palavras que dizemos. Porém, é preciso dizê-lo. Drummond, um dos poetas de minha predileção, escreveu:
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
[...]
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Não sou das almas a mais cristã. Antes, sou a mais pessimista, com certo desprezo de coração ferido pelos seres ditos humanos. Acredito sem querer acreditar em nós. Daí, segue minha filosofia de que, como todos somos decepcionantes e desprezíveis até que se prove o contrário, dizer que amamos é sempre uma condição que pode ser, a qualquer momento, facilmente jogada por terra... basta que seja cutucado o nosso egoísmo.
Um viva às experiências da vida que nos ensinam isso!
À dor! À alegria!
Então vamos dizer, mesmo que em vão, "eu te amo". Porque palavras são só palavras. Não devem impor medo... a única coisa que devemos temer é a covardia de se encarar a verdade!
Quando dizemos que amamos alguém, pode parecer algo forte demais para algumas pessoas, algo fora de hora, porque deve existir o momento certo de dizer, apesar de nunca ninguém ter dito na hora certa...
Mas acontece que o amor passa por vários níveis:
Ele começa com a descoberta de um sentimento;
Passa pelo conhecimento cada vez mais profundo do que é amado;
Passa também pelo conhecimento de amar o amado;
Desdobra-se em provas e posturas;
Amadurece com o tempo sem nunca chegar ao topo, ao status final de amadurecimento;
Vacila diante de mil dificuldades, mas, a priori, persiste;
Vivencia outras tantas etapas para ser o que é: amor.
Enfim, o amor é mutante. É só uma palavra, é o "isso" sobre o qual falarei no post seguinte. Na descoberta ou na maturidade, em todas as suas fases, na ascensão ou na queda, em qualquer tempo, não importa, é amor. Então, como apontar a hora de dizer que amamos? Não vejo como. Afinal, sempre estamos amando algo.
Vamos, então, tagarelar o amor. Quem sabe uma dia a palavra materializa, enfim, seu significado... e quem é capaz de dizer quando não o faz?
Sem saber
Ai amor o tempo voa e eu aqui
Parada sem sair do lugar
Parece que não vou chegar
Aonde eu planejei
A dor de tanta coisa me corrói
Eu sei que todo mundo cai
E que eu não posso odiar
Mas olha só que mundo vão
Olha só que tempo faz
É chuva que não quer parar
É gente que não quer raiar
Me diz o que fazer
Falo só? Será que alguém merece ouvir?
Será que essa semente vai
Crescer enquanto estou aqui
Ou morro sem saber?
Quanto mais iremos nos reduzir?
Já é difícil estar em paz
Por que sangrar ainda mais?
Eu choro sem saber.
É amor, teu peito é quem me faz melhor
Eu luto por acreditar
Que pode uma dia o mundo ter
O brilho dos teus olhos
Ai, quem dera tudo fosse assim
Sereno como os braços teus
Eu sofro, mas tento fazer
Um mundo menos vão
sexta-feira, 18 de março de 2011
Entre o ser e o estar só...
“ Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....”
Esse texto do nosso genial Chico Buarque de Hollanda anda ressoando no meu coração...
Ando pensando no desafio de experimentar a felicidade quando se está só. Veja bem... Estar não é ser. Há uma diferença enorme entre estes verbos, apesar de na língua inglesa eles serem conjugados a partir de um só: to be (ainda bem que, aportuguesados que somos, temos a graça de transitar por dois verbos que, na essência, são de fato bem diferentes).
Na definição do dicionário, o verbo estar tem um significado bem claro: Ser apenas em um dado momento.
O verbo ser, ao contrário, indica uma condição implícita, intrínseca. Portanto, quando você diz que é sozinho, está afirmando que, na essência, você se caracteriza pela solidão e que tal sentimento faz parte da sua condição humana.Você está declarando que a solidão é existência real e absoluta no seu coração.
Não... Neste conjugar de verbo eu não acredito! Não posso acreditar! Não é possível que nos limitemos a condição de sermos sós. Ninguém nasceu para ser só. A condição de ser sempre uma mesma coisa não pertence a nossa humanidade. Para sempre é muito tempo!
A mudança é um direito e precisamos brigar para que não caiamos no terrível erro de fecharmos nossa existência no que somos hoje. Como nos diria Padre Fabio de Melo: “Prepara o que serás no que és” ou.... nas palavras do nosso querido Gabriel, O Pensador: “Seja você mesmo mas não seja sempre o mesmo” (isso me faz lembrar que meu irmão sabe das coisas: ele vive repetindo essa frase pra mim).
Então se você se sente só, pense que este estado não é seu... Pode estar em você hoje... Por enquanto! Lute para sair dele! Parafraseando nosso Chico Buarque: “Amanha vai ser outro dia!”
Se não pode mudar o que está (veja bem, está) acontecendo hoje na sua vida, deixe que isso mude você! Olhe pra frente, para fora, pro alto... E principalmente, olhe para dentro!A solidão só estará em você enquanto você não se permitir encontrar...
Descubra o que em você ainda pode ser encontrado... Encontre-se como sua melhor companhia... Permita-se conhecer e reconhecer... Refaça os laços com você mesmo... Mude, mas não se perca de você mesmo!
Confesso que é extremamente difícil... Mas é possível!
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