Quem sou eu

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"Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso responde-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.” [Anaïs Nin]

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fica Perto

Lágrimas dos olhos mesmo sem querer chorar
Imperfeita forma de amar...

Linha fina que não podemos ultrapassar
Sem querer pisei além
Quero demais e não vi quando exagerei
Diz pra mim como te amar

Não se afasta, que me dói saber
Quantas vezes eu tropecei
Fica perto, que sem te ter
Não sei o que posso ser

Deixe-me polir o amor
Jóia rara, mon chou
Vem cuidar do que eu sou
Brilha em ti o céu azul.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Hoje é a hora

Num dia comum, simples e sem perspectiva de surpresas, esbarramos numa vontade recíproca de descobertas. E descobri como ficar na pontinha do pé enquanto beijo na boca, faz com que eu me sinta como uma adolescente daquelas comédias românticas americanas. Risos, mãos dadas, descobertas e confissões, um final de semana incrível, com uma pessoa incrível. Me lembrei de como andar de mãos dadas me parecia a única forma de caminhar. E como as músicas românticas pareciam mais românticas. Lembrei das nossas conversas sérias, das nossas horas de palhaçada, de anos atrás. Recordei com saudade, o jeito como você sempre me tratou, sempre me ajudando. Tudo rápido e devagar, difícil de explicar, poderia ter acontecido a um ano atrás. Mas ali, não era o momento certo. Hoje é a hora.
Todos caminhos trilham pra a gente se ver,
Todas as trilhas caminham pra gente se achar ♥

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tudo, o tempo todo, a mesma razão-torpor.

Eu perco aquele brilho olhos sem você, pois eles sem refletir seu sorriso são apenas brilhos de lágrimas de saudade.
 
Escrevi o textinho abaixo enquanto tentava alivar minha saudade... em vão... só seu calor vai me deixar em paz.

 
Tenho no corpo uma ansiedade que pensei que só fosse possível sentir na alma.
Porque é na alma que se moldam as dores, as alegrias... é nela que se manifestam nossas ilusões e nosso mais sincero amor.
Mas é como se já não fosse suficiente sentir apenas na alma (apenas?), extravazou e tomou meu corpo.
Sinto em cada pedaço de minha pele as células sofrendo, se contorcendo de ansiedade.
A saudade corre no sangue e disputa com hemácias e plaquetas o espaço venal da vida.

 
E a saudade me liberta e me oprime... paradoxo do amor louco e da dor da ausência. O fato é que eu, alma-corpo, sou saudade.
Tremem as mãos, agita-se o peito.

 
Na alma, a ansiedade me toma por completo num só pensamento.
No corpo, ela me eletrifica e me faz ter um só desejo.

 
Tudo, o tempo todo, a mesma razão-torpor: saudade de você.