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"Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso responde-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.” [Anaïs Nin]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tudo, o tempo todo, a mesma razão-torpor.

Eu perco aquele brilho olhos sem você, pois eles sem refletir seu sorriso são apenas brilhos de lágrimas de saudade.
 
Escrevi o textinho abaixo enquanto tentava alivar minha saudade... em vão... só seu calor vai me deixar em paz.

 
Tenho no corpo uma ansiedade que pensei que só fosse possível sentir na alma.
Porque é na alma que se moldam as dores, as alegrias... é nela que se manifestam nossas ilusões e nosso mais sincero amor.
Mas é como se já não fosse suficiente sentir apenas na alma (apenas?), extravazou e tomou meu corpo.
Sinto em cada pedaço de minha pele as células sofrendo, se contorcendo de ansiedade.
A saudade corre no sangue e disputa com hemácias e plaquetas o espaço venal da vida.

 
E a saudade me liberta e me oprime... paradoxo do amor louco e da dor da ausência. O fato é que eu, alma-corpo, sou saudade.
Tremem as mãos, agita-se o peito.

 
Na alma, a ansiedade me toma por completo num só pensamento.
No corpo, ela me eletrifica e me faz ter um só desejo.

 
Tudo, o tempo todo, a mesma razão-torpor: saudade de você.

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