De repente, o que você um dia achou que fosse esse sentimento não era. Pode ter sido paixão, que é efêmera. Amor é outro tipo de coisa. Não sufoca nem faz mal.
Quem sou eu
- Flor de Lis
- "Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso responde-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.” [Anaïs Nin]
terça-feira, 28 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Simples
Para quem é simples
Eu tenho tanta coisa pra falar, contudo minhas palavras são mar, apesar de profundas, por ser água, também afogam.
Então calo.
A ternura do teu olhar pequeno, um colosso avassalador no peito; e por andar apaixonado, temo perder a compostura, não conter em mim, e mais uma vez calo.
E poderia até mesmo escrever sobre teu beijo, mas como descrevê-lo seria transcender todo o vernáculo e mesmo assim chegar apenas no incompleto saber, então eu paro.
Tenho andado mais leve que o habitual, não que minha dieta tenha feito algum efeito, a alma é que voa mais alto e carrega consigo o resto que sobra de mim.
Talvez assim eu tenha estado aqui e longe, em mim e em ti. Fecho os olhos e possuo o mundo inteiro, nele encontro o calor de tua pele, a suavidade da tua mão, a tua língua; adormeço todos os dias assim; teu abraço, meu cobertor.
E como não se pode compreender a intensidade das sensações quando a cronologia dos fatos é tão recente, descarto os ponteiros, eles não têm me trazido muita felicidade; tu, sim.
Imagino muitas descobertas além, mas me contento com o agora.
É que o simples apenas se vive e pronto.
Eu tenho tanta coisa pra falar, contudo minhas palavras são mar, apesar de profundas, por ser água, também afogam.
Então calo.
A ternura do teu olhar pequeno, um colosso avassalador no peito; e por andar apaixonado, temo perder a compostura, não conter em mim, e mais uma vez calo.
E poderia até mesmo escrever sobre teu beijo, mas como descrevê-lo seria transcender todo o vernáculo e mesmo assim chegar apenas no incompleto saber, então eu paro.
Tenho andado mais leve que o habitual, não que minha dieta tenha feito algum efeito, a alma é que voa mais alto e carrega consigo o resto que sobra de mim.
Talvez assim eu tenha estado aqui e longe, em mim e em ti. Fecho os olhos e possuo o mundo inteiro, nele encontro o calor de tua pele, a suavidade da tua mão, a tua língua; adormeço todos os dias assim; teu abraço, meu cobertor.
E como não se pode compreender a intensidade das sensações quando a cronologia dos fatos é tão recente, descarto os ponteiros, eles não têm me trazido muita felicidade; tu, sim.
Imagino muitas descobertas além, mas me contento com o agora.
É que o simples apenas se vive e pronto.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Saco cheio...

Sabe quando se atinge aquele estagio “saco cheio de tudo”? Pois é. Uma mistura de cansaço, preocupação, falta de tempo, e outras mais que nem sei nomear. Um pressentimento. Uma duvida. Um montão de coisas.
Ou talvez apenas uma mente cansada. Falar que queria sair correndo e voar é simples demais. Preciso de uma dose maior, muito maior.
“É um contentamento descontente, é dor que se desatina sem doer”.
domingo, 19 de outubro de 2008
Olhos no espelho...
Ela virou, e olhou pro espelho.
Quanto tempo não se olhava.
Quanto tempo não tinha orgulho em se olhar.
Não que ela visse e sentisse orgulho da carne.
Não que olhasse para o corpo, apesar de não negar querer mudar aqui e ali.
Em um dos seus filmes favoritos, a atriz dizia que não querer nada era sinal de depressão, de desespero.
Mas, simplesmente, ela podia olhar e ver seus olhos.E ela gostava de olhá-los.
Achava impressionante que poucas pessoas soubessem realmente a cor de seus olhos.
Eram castanhos claros, sim. Não eram pretos.
Eram castanhos claros, meio amarelados, meio, cinicamente falando, adocicados.
Não eram grandes, e tinham um jeito meio rasgado, um pouco oriental, que ela não sabia de onde tinha vindo.
Alguém também já tinha dito que eles não falavam, que eram capaz de guardar a chave do mundo.
Ela podia ser expressiva, mas adorava poder olhar e nada dizer.
Mas ela preferia assim, contava no dedo as pessoas que sabiam, e sendo assim, as que lhe olhavam de verdade.
Ela gostava de olhar pra eles. De ver as nuances diferentes que a luz e o espelho provocavam. Procurar gestos, identificar atitudes, estudar reações.
Assim como adorava olhar diretamente em outros olhos, perscrutando o que estava atrás das palavras, e deixando que a pessoa tentasse devassar o que estava atrás dos seus.Mas que ninguém se enganasse.
Não era sempre que ela se permitia isso.
Simplesmente, às vezes, se sentia tão errada, que tinha vergonha de olhar pra eles, de enxergar sua própria ação, de olhar diretamente para aquele farol, que mostrava tudo de errado que alguém poderia fazer.
Mas dessa vez não.
Quem não quer se olhar no espelho e poder dizer 'enfim!'?
Ela sabia que não era sempre assim.
Ela sabia que, às vezes, teria vergonha de seus atos.
Mas essa noite, tudo que existe é uma enorme ??? (ponto de interrogação.
Essa noite, nem ela mesma sabia o que se passava em seus pensamentos e coração.
Quanto tempo não se olhava.
Quanto tempo não tinha orgulho em se olhar.
Não que ela visse e sentisse orgulho da carne.
Não que olhasse para o corpo, apesar de não negar querer mudar aqui e ali.
Em um dos seus filmes favoritos, a atriz dizia que não querer nada era sinal de depressão, de desespero.
Mas, simplesmente, ela podia olhar e ver seus olhos.E ela gostava de olhá-los.
Achava impressionante que poucas pessoas soubessem realmente a cor de seus olhos.
Eram castanhos claros, sim. Não eram pretos.
Eram castanhos claros, meio amarelados, meio, cinicamente falando, adocicados.
Não eram grandes, e tinham um jeito meio rasgado, um pouco oriental, que ela não sabia de onde tinha vindo.
Alguém também já tinha dito que eles não falavam, que eram capaz de guardar a chave do mundo.
Ela podia ser expressiva, mas adorava poder olhar e nada dizer.
Mas ela preferia assim, contava no dedo as pessoas que sabiam, e sendo assim, as que lhe olhavam de verdade.
Ela gostava de olhar pra eles. De ver as nuances diferentes que a luz e o espelho provocavam. Procurar gestos, identificar atitudes, estudar reações.
Assim como adorava olhar diretamente em outros olhos, perscrutando o que estava atrás das palavras, e deixando que a pessoa tentasse devassar o que estava atrás dos seus.Mas que ninguém se enganasse.
Não era sempre que ela se permitia isso.
Simplesmente, às vezes, se sentia tão errada, que tinha vergonha de olhar pra eles, de enxergar sua própria ação, de olhar diretamente para aquele farol, que mostrava tudo de errado que alguém poderia fazer.
Mas dessa vez não.
Quem não quer se olhar no espelho e poder dizer 'enfim!'?
Ela sabia que não era sempre assim.
Ela sabia que, às vezes, teria vergonha de seus atos.
Mas essa noite, tudo que existe é uma enorme ??? (ponto de interrogação.
Essa noite, nem ela mesma sabia o que se passava em seus pensamentos e coração.
Difícil explicar...
Ploc!
É o som de uma bolha estourando.
Uma bolha que libera um sentimento que parece ter saído do teu estômago e vai subindo, subindo...
Arrepiando os pêlos do braço, causando um arrepio no pescoço, e um leve engasgar na gargantar. E continua subindo, deixando a boca seca, uma leve fungada no nariz, e marejanjo os olhos. Sempre subindo...
Isso tudo leva um milésimo de segundo, ou ainda menos, me desculpem os doutores.
Mas finalmente chega ao cérebro, que registra tardiamente, o que o coração já sentiu há muito tempo, neste momento as lágrimas rolam no rosto.
É o som de uma bolha estourando.
Uma bolha que libera um sentimento que parece ter saído do teu estômago e vai subindo, subindo...
Arrepiando os pêlos do braço, causando um arrepio no pescoço, e um leve engasgar na gargantar. E continua subindo, deixando a boca seca, uma leve fungada no nariz, e marejanjo os olhos. Sempre subindo...
Isso tudo leva um milésimo de segundo, ou ainda menos, me desculpem os doutores.
Mas finalmente chega ao cérebro, que registra tardiamente, o que o coração já sentiu há muito tempo, neste momento as lágrimas rolam no rosto.
sábado, 18 de outubro de 2008
Sonhos, ilusões...
Sonhos.
Ilusões engraçadas, premeditadas, ou bruscas em sua repentina aparição. Algumas vezes, realmente se sonha acordado, se planeja e se espera. Pra no outro dia acordar e ver que tudo mudou, mas ainda permanece igual, um mundo onde todos os móveis te pertencem, mas estás de cabeça pra baixo.
Ou não, é dormir e sonhar coisas desconexas onde tu és tu, no corpo de outro alguém.
Tu não tens obrigação de ser o sonho do outro, assim como ele não tem obrigação de ser o teu.
Estranho, né? Às vezes, tu não te atentas pra isso, mas as coisas deveriam ser entendidas assim.
O mal do ser humano é não entender que certas aspirações são completamente individuais, e que os outros não tem que vir programados à modificação segundo o bel prazer de cada um. Somos seres egoístas e individualistas por essência, quem poderia reclamar?
Close your eyes to corral a virtue,
Is this fooling anyone else?
Isso é uma via de duas mãos, e lógico que não serve como desculpa pras pessoas agirem idiotamente.
Via 1: Sonhos são coisas pessoais. Tu os tens conforme tuas aspirações, pensamentos, opiniões, desejos e vontades. Tu queres alguém que seja alto, magro e goste de Rock. Ok, é um direito teu. Agora tu vais obrigar à um cheinho fazer regime e largar os cds de Axé, só porque TU assim sempre quis?
Não tem algo de errado aí?
Porque as pessoas sempre esperam que correspondamos à imagem que ELAS têm de nós, e que por vezes, é completamente diferente de quem somos?
Cadê a parte do 'aceita-me como eu sou'? (Ok, tirem-se aquelas coisas realmente intoleráveis, há exceções).
Então, tu não tens que te tornar outra coisa porque uma outra cabeça sempre o quis. É torturante, e foge à tudo aquilo que dizem ser amor. Afinal, alguém acredita que pode-se mudar outra pessoa? Eu sou a favor de que ela pode querer mudar por ti, mas não vais ser tu a operar esse milagre.
We can blow on our thumbs and posture,
But the lonely are such delicate things
Via 2: Aquele(a) moreno/loira lindo/estonteante não tem porquê ser o que tu queres, e corresponder ao que TU sentes. Injusto? Pode até ser, mas tu também não és o que o conquistador cafona do teu escritório quer.
Ou seja, tens que aprender que não precisas ser o sonho dos outros, assim como os outros não têm obrigação de serem o teu. Dói feito o inferno, mas é assim. Livre arbítrio e mais aquelas coisas escrotas que temos que suportar, e todo mundo joga na nossa cara quando o fundo do precipício tá longe de chegar.
Tu te jogas querendo errar o chão, e acabas com um riso forçado, mergulhado naquele sarcasmo pregado em ti.
É tão ruim aceitar as falhas dos outros assim?
A list of things I could lay the blame on,
Might give me a way out
Sonhos podem ser TEUS, MEUS, e algumas vezes NOSSOS. Mas quando são pessoais, são desejos/vontades/loucuras individuais, que correspondem à coisas de cada um. Eu não posso esperar que alguém seja aquilo que eu sonhei, se eu não sou o que muita gente espera.E não quero ser sempre aquilo que esperam de mim. Pro bem ou pro mal.
Quero tudo ter, a estrela, a flor e o estilo.
Every post you can hitch your faith on,
Is a pie in the sky,
Chock full of lies,
A tool we devise,
To make sinking stones fly
Tá na hora de começares a aprender a diferença entre sonhar só e sonhar junto. Se sonhas só, o sonho é teu e ninguém tem que dar pitaco, mas também não tem que, obrigatoriamente, ter alguém que corresponda ao sonho. Se são em conjuntos, aí entram as experiências de cada um.É tão ruim largar um sonho egoísta e construir algo junto?
Então, acho que já tô aprendendo a me desvencilhar dessas amarras ilusórias (ou não), não sem dor, porque eu nunca vou deixar de me preocupar com o que o outro sente por mim. Mas confesso ser meio duro conviver com sonhos quebrados, mas eu aprendo. Na verdade, estou sempre aprendendo, por mais que seja duro essa aprendizagem.
E tu?
There is a numbness,I
n your heart and it's growing.
Ilusões engraçadas, premeditadas, ou bruscas em sua repentina aparição. Algumas vezes, realmente se sonha acordado, se planeja e se espera. Pra no outro dia acordar e ver que tudo mudou, mas ainda permanece igual, um mundo onde todos os móveis te pertencem, mas estás de cabeça pra baixo.
Ou não, é dormir e sonhar coisas desconexas onde tu és tu, no corpo de outro alguém.
Tu não tens obrigação de ser o sonho do outro, assim como ele não tem obrigação de ser o teu.
Estranho, né? Às vezes, tu não te atentas pra isso, mas as coisas deveriam ser entendidas assim.
O mal do ser humano é não entender que certas aspirações são completamente individuais, e que os outros não tem que vir programados à modificação segundo o bel prazer de cada um. Somos seres egoístas e individualistas por essência, quem poderia reclamar?
Close your eyes to corral a virtue,
Is this fooling anyone else?
Isso é uma via de duas mãos, e lógico que não serve como desculpa pras pessoas agirem idiotamente.
Via 1: Sonhos são coisas pessoais. Tu os tens conforme tuas aspirações, pensamentos, opiniões, desejos e vontades. Tu queres alguém que seja alto, magro e goste de Rock. Ok, é um direito teu. Agora tu vais obrigar à um cheinho fazer regime e largar os cds de Axé, só porque TU assim sempre quis?
Não tem algo de errado aí?
Porque as pessoas sempre esperam que correspondamos à imagem que ELAS têm de nós, e que por vezes, é completamente diferente de quem somos?
Cadê a parte do 'aceita-me como eu sou'? (Ok, tirem-se aquelas coisas realmente intoleráveis, há exceções).
Então, tu não tens que te tornar outra coisa porque uma outra cabeça sempre o quis. É torturante, e foge à tudo aquilo que dizem ser amor. Afinal, alguém acredita que pode-se mudar outra pessoa? Eu sou a favor de que ela pode querer mudar por ti, mas não vais ser tu a operar esse milagre.
We can blow on our thumbs and posture,
But the lonely are such delicate things
Via 2: Aquele(a) moreno/loira lindo/estonteante não tem porquê ser o que tu queres, e corresponder ao que TU sentes. Injusto? Pode até ser, mas tu também não és o que o conquistador cafona do teu escritório quer.
Ou seja, tens que aprender que não precisas ser o sonho dos outros, assim como os outros não têm obrigação de serem o teu. Dói feito o inferno, mas é assim. Livre arbítrio e mais aquelas coisas escrotas que temos que suportar, e todo mundo joga na nossa cara quando o fundo do precipício tá longe de chegar.
Tu te jogas querendo errar o chão, e acabas com um riso forçado, mergulhado naquele sarcasmo pregado em ti.
É tão ruim aceitar as falhas dos outros assim?
A list of things I could lay the blame on,
Might give me a way out
Sonhos podem ser TEUS, MEUS, e algumas vezes NOSSOS. Mas quando são pessoais, são desejos/vontades/loucuras individuais, que correspondem à coisas de cada um. Eu não posso esperar que alguém seja aquilo que eu sonhei, se eu não sou o que muita gente espera.E não quero ser sempre aquilo que esperam de mim. Pro bem ou pro mal.
Quero tudo ter, a estrela, a flor e o estilo.
Every post you can hitch your faith on,
Is a pie in the sky,
Chock full of lies,
A tool we devise,
To make sinking stones fly
Tá na hora de começares a aprender a diferença entre sonhar só e sonhar junto. Se sonhas só, o sonho é teu e ninguém tem que dar pitaco, mas também não tem que, obrigatoriamente, ter alguém que corresponda ao sonho. Se são em conjuntos, aí entram as experiências de cada um.É tão ruim largar um sonho egoísta e construir algo junto?
Então, acho que já tô aprendendo a me desvencilhar dessas amarras ilusórias (ou não), não sem dor, porque eu nunca vou deixar de me preocupar com o que o outro sente por mim. Mas confesso ser meio duro conviver com sonhos quebrados, mas eu aprendo. Na verdade, estou sempre aprendendo, por mais que seja duro essa aprendizagem.
E tu?
There is a numbness,I
n your heart and it's growing.
Still I must invite
Me pegue.
Mas me pegue devagar, sem pressa. Como se pegasses um livro antigo, de rara edição, cujas folhas guardam algumas marcas do tempo, e prometem aventuras inéditas.Mas ao mesmo tempo em que me pegas com adoração, me pegue com vontade. Como se meu corpo fosse o líquido, que encerrasse a tua sede, saciasse a tua alma, e não houvesse mais tempo para esperar.
Me embale.
Como se ouvisses uma música secreta, audível apenas aos nossos ouvidos, e que contasse a história de um grande guerreiro de outrora.Mas me embale como se não houvesse música. Como se aquele silêncio de cúmplices fosse suficiente para cantar nossa noite.
Me olhe.
Mas me olhe no fundo. Como se minha íris fosse um poço profundo, que ora refletisse um verde-amarelado, ora um caramelo-dourado, e toda hora tivesse que ser vista com mais atenção.Mas me olhe direto. Deixando claro o teu desejo, a tua vontade, afim de que eu sentisse aquela fisgada dentro de mim.
Me siga.
Até que eu chegue onde não saiba mais como voltar, e não me permitas mais olhar para trás.Mas me leve, para que nunca esqueça que posso me perder sem medo, porque estás aqui, cavalgando comigo.
Me toque.
Como se minha pele fosse seda, e tuas mãos calejadas das lutas necessitassem do conforto que ela traz.Mas pegue prevenido, como se nela estivesse o fogo da fornalha, que forja tua armadura, mas que encerra a tua espada, e fosses bravo o suficiente pra não te queimar.
Me sinta.
Para que eu tenha certeza que estiveste comigo o tempo todo, subindo, descendo, perdendo os sentidos, encontrando o fundo, até o final. E para que eu saiba que este tenha sido só o começo.
E quando eu sentir que acabou, me pegue novamente, e faremos a velha centelha voltar a queimar, até o amanhecer.
Mas me pegue devagar, sem pressa. Como se pegasses um livro antigo, de rara edição, cujas folhas guardam algumas marcas do tempo, e prometem aventuras inéditas.Mas ao mesmo tempo em que me pegas com adoração, me pegue com vontade. Como se meu corpo fosse o líquido, que encerrasse a tua sede, saciasse a tua alma, e não houvesse mais tempo para esperar.
Me embale.
Como se ouvisses uma música secreta, audível apenas aos nossos ouvidos, e que contasse a história de um grande guerreiro de outrora.Mas me embale como se não houvesse música. Como se aquele silêncio de cúmplices fosse suficiente para cantar nossa noite.
Me olhe.
Mas me olhe no fundo. Como se minha íris fosse um poço profundo, que ora refletisse um verde-amarelado, ora um caramelo-dourado, e toda hora tivesse que ser vista com mais atenção.Mas me olhe direto. Deixando claro o teu desejo, a tua vontade, afim de que eu sentisse aquela fisgada dentro de mim.
Me siga.
Até que eu chegue onde não saiba mais como voltar, e não me permitas mais olhar para trás.Mas me leve, para que nunca esqueça que posso me perder sem medo, porque estás aqui, cavalgando comigo.
Me toque.
Como se minha pele fosse seda, e tuas mãos calejadas das lutas necessitassem do conforto que ela traz.Mas pegue prevenido, como se nela estivesse o fogo da fornalha, que forja tua armadura, mas que encerra a tua espada, e fosses bravo o suficiente pra não te queimar.
Me sinta.
Para que eu tenha certeza que estiveste comigo o tempo todo, subindo, descendo, perdendo os sentidos, encontrando o fundo, até o final. E para que eu saiba que este tenha sido só o começo.
E quando eu sentir que acabou, me pegue novamente, e faremos a velha centelha voltar a queimar, até o amanhecer.
I'm trying the best that I know how
Que saudade desse cantinhoooo, hoje sinto-me sufocada preciso escrever...
Queria ter escrito ontem então como minha net não ajudou vou escrever hoje.
Andando, sem sentir. Ela sempre fazia isso.Quando a mente estava cheia de pensamentos, ela andava pelas ruas da cidade sem se dar conta.
Se ia de um ponto ao outro, e tinha assuntos pra debater mentalmente, era capaz de percorrer distâncias enormes sem nem se dar conta da paisagem ao redor. E depois, quando tentava refazer o caminho que tinha percorrido, Nossa!, parecia uma coisa de filme, onde havia um branco na mente.
Hoje era um dia desses.
Saindo do trabalho, caminho de casa, sol se pondo. Andando e pensando. A única companhia era uma garrafinha de água mineral, que bebia de vez enquanto, completamente desinteressada. Um pensamento lá no fundo apareceu afirmando que ela devia passar na padaria, para comprar um doce, mas morreu tão logo surgiu.
Ela tinha tanta coisa nova pra pensar, tantos assuntos que mereciam reflexões que nunca tinha feito.Ela uma vez tinha lido que as mulheres chorando nas ruas sozinhas eram as mulheres mais solitárias do mundo. Ela não estava chorando, e mesmo assim não sentia uma conexão com o mundo que corria. Não estava triste também. Talvez seu cenho franzido enganasse algumas pessoas.Mas dessa vez, não era isso.
Ela simplesmente estava pensando, julgando, avaliando, analisando, dando pontos e nós em assuntos que mereciam um tanto de atenção. Não ouvia o barulho dos carros, mesmo com o som ensurdecedor que faziam ao seu redor. Não ouvia os gracejos dos guardas que ficavam sempre no seu caminho, na volta pra casa. Nem se preocupava em correr, para aproveitar o sinal, na rua mais movimentada da cidade.Ela sabia o que estava fazendo.
Estava moldando pouco a pouco a sua mente, obrigando-a a cogitar possibilidades e descartar opções.
Sendo assim, o que importava o caminho?
Simplesmente, era ela, a rua e a noite, recém-chegada.
Queria ter escrito ontem então como minha net não ajudou vou escrever hoje.
Andando, sem sentir. Ela sempre fazia isso.Quando a mente estava cheia de pensamentos, ela andava pelas ruas da cidade sem se dar conta.
Se ia de um ponto ao outro, e tinha assuntos pra debater mentalmente, era capaz de percorrer distâncias enormes sem nem se dar conta da paisagem ao redor. E depois, quando tentava refazer o caminho que tinha percorrido, Nossa!, parecia uma coisa de filme, onde havia um branco na mente.
Hoje era um dia desses.
Saindo do trabalho, caminho de casa, sol se pondo. Andando e pensando. A única companhia era uma garrafinha de água mineral, que bebia de vez enquanto, completamente desinteressada. Um pensamento lá no fundo apareceu afirmando que ela devia passar na padaria, para comprar um doce, mas morreu tão logo surgiu.
Ela tinha tanta coisa nova pra pensar, tantos assuntos que mereciam reflexões que nunca tinha feito.Ela uma vez tinha lido que as mulheres chorando nas ruas sozinhas eram as mulheres mais solitárias do mundo. Ela não estava chorando, e mesmo assim não sentia uma conexão com o mundo que corria. Não estava triste também. Talvez seu cenho franzido enganasse algumas pessoas.Mas dessa vez, não era isso.
Ela simplesmente estava pensando, julgando, avaliando, analisando, dando pontos e nós em assuntos que mereciam um tanto de atenção. Não ouvia o barulho dos carros, mesmo com o som ensurdecedor que faziam ao seu redor. Não ouvia os gracejos dos guardas que ficavam sempre no seu caminho, na volta pra casa. Nem se preocupava em correr, para aproveitar o sinal, na rua mais movimentada da cidade.Ela sabia o que estava fazendo.
Estava moldando pouco a pouco a sua mente, obrigando-a a cogitar possibilidades e descartar opções.
Sendo assim, o que importava o caminho?
Simplesmente, era ela, a rua e a noite, recém-chegada.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
♥ ♥
Tudo é tão perfeito. O mesmo sol que me bronzeia será o sol que te bronzeia, respiraremos o mesmo ar. Veremos o mesmo por-do-sol, juntos, e estes instantes serão eternos. Guardaremos em nossa memória uma fotografia destes momentos e sempre que estivermos separados fisicamente lembraremos desses momentos infindáveis e teremos sempre a certeza que outra vez os teremos, até que não mais seja preciso separar. Quando isso acontecer, usaremos estas imagens para nunca perdermos o amor que sentimos um pelo outro e que nos faz ter essa vontade, essa vontade de viver. Assim, não existirá um só instante onde não estejamos juntos, onde nossa presença não seja sentida um pelo outro. Deste modo, enfrentar todas as atribulações da vida será mais fácil e os momentos felizes serão bem mais intensos, porque saberemos que pelo menos uma pessoa no mundo nós dá apoio incondicional e nos ama da maneira mais sincera possível. Eu te amo desta maneira. Não mais sinto sua falta, vc está aqui comigo.
♥ ♥
Tudo é tão perfeito. O mesmo sol que me bronzeia será o sol que te bronzeia, respiraremos o mesmo ar. Veremos o mesmo por-do-sol, juntos, e estes instantes serão eternos. Guardaremos em nossa memória uma fotografia destes momentos e sempre que estivermos separados fisicamente lembraremos desses momentos infindáveis e teremos sempre a certeza que outra vez os teremos, até que não mais seja preciso separar. Quando isso acontecer, usaremos estas imagens para nunca perdermos o amor que sentimos um pelo outro e que nos faz ter essa vontade, essa vontade de viver. Assim, não existirá um só instante onde não estejamos juntos, onde nossa presença não seja sentida um pelo outro. Deste modo, enfrentar todas as atribulações da vida será mais fácil e os momentos felizes serão bem mais intensos, porque saberemos que pelo menos uma pessoa no mundo nós dá apoio incondicional e nos ama da maneira mais sincera possível. Eu te amo desta maneira. Não mais sinto sua falta, vc está aqui comigo.
♥ ♥

Você chegou..
Te reconheci..
Já havia estado ali..
Você é a minha certeza.
Logo te gostei..
Beijei sua face..
Até sentirmos o amor mais puro e perfeito..
Desejei parar o tempo..
Os segundos corriam de mim..
Quase que te levando ir embora..
E eu tão feliz, vivia-os, como se durassem minutos,dias,horas,sempre, sempre..
Sempre?!
É tudo que agora se faz eterno.
Sempre?!
É tudo que agora se faz eterno.
Nas palavras de Chico Buarque:
"Dura a vida alguns instantes porém mais do que bastantes quando cada instante é sempre".
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