No amor é assim: às vezes a gente se pega pensando se é melhor ditar as regras claramente, quase um "passo-a-passo-para-não-quebrar-meu-coração", ou esperar que ele seja aquele princípe encantado (e descubra que você adora acordar e vê-lo olhando pra você, ou que dê palpites sinceros sobre a cor da sua unha, troque um domingo inteiro com os amigos pra se jogar no sofá com você ou te avise, antes de você notar, que o que você tem é tpm e jájá passa). Eu confesso que até hoje não sei qual jurisprudência adotar nesse assunto. Porque, todo mundo sabe né?, mulher e expectativa juntos são uma merda. Então a gente espera tanto um princípe que nunca virá, ou já veio, mas a gente não notou porque estava esperando algo mais. Por outro lado, ditar as regras do jogo e zerar as expectativas deixa tudo muito chato. E a gente acaba caindo no: ele só fez aquilo porque eu pedi. deixando esse dilema sem solução de lado, mais importante do que isso é perceber que ditar as regras do jogo evita possíveis decepções futuras. O amor também tem disso, a gente suporta dores e saudades e infernos amorosos por aquela pessoa que a gente ama, mas chega um dia que o caminho de volta se desfaz e, mesmo que a gente queira e tente perdoar, alguma coisa que havia ali já não há mais. Ditar as regras é evitar que, se ele for um jogador disciplinado, o caminho de volta de desfaça e "lá se vai mais um amor". nada easy tudo isso. Até porque desprovidos de racionalidade amorosa, que é o que ocorre na paixão, o que se faz é puro impulso, fantasia, expectativas.
Como boa romântica, ainda não consigo evitar de pensar que, em alguns casos, os melhores jogadores são aqueles que aprendem as regras do jogo sem que ninguém os diga.
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