
A menina espera, porque o relógio teima em passar devagar.
A cidade vai se colorindo aos poucos.
E seu coração pode bater levemente.
Porque seus pés pisarão as mesmas calçadas.
Seus cabelos serão balançados pelo mesmo vento.
E a dor da ausência se fará ausente enfim.
A menina espera, porque tem saudade sem fim.
Do seu cheiro, sua voz, seus braços, beijos e presença.
E das borboletas que fazem os medos irem embora aos poucos.
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